
Viva!
Ontem foi a entrega do Prêmio Paladar 2011 e a cachaça foi eleita o produto do ano. O Estadão publicou hoje uma revista especial com toda a história (literalmente) do Prêmio.
Voltemos à cachaça. Como o texto diz: “o momento não poderia ser melhor para cachaça em todo país”, isso realmente é verdade, principalmente com a aproximação dos dois eventos internacionais – Copa do Mundo e Jogos Olímpicos – que o país sediará em 2012 e 2016, a cachaça estará no centro das atenções.
Porém o que eu gostaria de destacar, é o motivo exposto pelo Paladar para a premiação de nossa branquinha: o reconhecimento de que os produtores estão se profissionalizando, investindo em seu negócio, aprimorando técnicas de produção e instalações e buscando diferenciais e sofisticação para a cachaça. Isso resulta em cachaças mais complexas, de características sensoriais superiores que pode fazer frente a qualquer bebida produzida no mundo. Talvez um marco para a produção de cachaça de qualidade no Brasil. Conseguimos chegar até aqui, o que não é pouco, mas ainda temos outros desafios pela frente. É muito bom ter o reconhecimento de profissionais, chefs e gastrônomos e fico muito orgulhoso pela nossa branquinha.
Quando você for ler a edição e analisar os vencedores observe como a cachaça está muito bem “encaixada” no contexto gastronômicos dos pratos vencedores, por exemplo: vai muito bem acompanhando o Picadinho do Na Cozinha. Combina com os sabores picantes e o aïoli das Maravellas Bravas do Arola Vintetres. Casa perfeitamente com os pratos da categoria Offal e principalmente vai muito bem com carne de porco, seja a Copa lombo, a Porchetta ou a Barriga. Ela está presente até na sobremesa! Quer mais?
O Prêmio Paladar é realmente uma celebração da boa comida. Portanto, celebre com cachaça!
Esqueci de comentar o detalhe de que todos os premiados – inclusive a cachaça – recebem simbolizando o tradicional troféu, o prato da imagem que abre este post. Criada exclusivamente para o prêmio, a imagem deste ano é de autoria do artista plástico Guilherme Kramer e foi batizada de Fantasia dos Sentidos.
Parabéns à cachaça, parabéns a todos os produtores que ralam todos os dias para nos presentear com cachaças cada vez melhores e parabéns ao Estadão e ao Paladar pela iniciativa que ano após ano colabora para consolidar a fantástica gastronomia brasileira.
Foi na semana passada que foi reunida uma “turma da pesada” para a elaboração do blend da Cachaça da Tulha Única 2011: o sommelier de cachaças Leandro Batista, a barista Isabela Raposeiras e os chefs Rodrigo Oliveira e Helena Rizzo. Um grupo heterogêneo para uma tarefa singular, uma vez que a prática de blends não é muito comum no mercado de cachaças. O lugar não poderia ser mais apropriado, o Engenho Mocotó.
Apesar das diferenças o entrosamento do grupo foi quase imediato, e nós, que estávamos só assistindo – e provando – podíamos sentir isso a cada amostra que saia da bancada do alquimista Erwin Weimmann, que como um cientista maluco preparava as receitas propostas pelo grupo utilizando cachaças envelhecidas em bálsamo, carvalho americano, carvalho europeu, jequitibá e amburana por diferentes períodos, de 1 a 6 anos.
O blend final, o eleito, foi elaborado pela combinação de amburana, carvalho europeu e bálsamo. Confesso que tive dúvidas dessa combinação quando a vi no papel, pois são três madeiras de bastante personalidade e características distintas, porém quando provei a amostra, concordei com a maioria dos presentes, pois a cachaças se mostrou equilibrada, harmônica e manteve a personalidade de cada uma das madeiras. Final feliz.
Para ver a cobertura completa do Paladar, que mais uma vez abriu espaço em suas páginas para falar de cachaça, clique aqui.
Caros, hoje comemora-se – extra-oficialmente - o Dia Nacional da Cachaça. Digo extra-oficialmente pois desde 2009 o Projeto de Lei nº PL 5428_2009 está em tramitação no Congresso e não foi seque enviado ao plenário. Já foi arquivado por decurso de prazo e solicitado o desarquivamento em março deste ano, aguarda deliberação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
Mesmo assim, devemos comemorar a data que valoriza “a mais brasileira das bebidas”, como se diz por ai. Um viva à cachaça, um viva aos produtores que dia após dia enfrentam a batalha de colocar no mercado um produto de alta qualidade, e um viva a nós, consumidores e apreciadores que não desistimos e continuamos valorizando e apoiando nossa branquinha.
A cachaça é considerada símbolo da identidade do povo brasileiro. A justificativa para a escolha do dia 13 de setembro pode ser achada na história do país. Em 1660, uma rebelião de produtores conhecida como a Revolta da Cachaça foi determinante para que a Coroa Portuguesa legalizasse a produção e comercialização da bebida então proibida por fazer forte concorrência com a bagaceira portuguesa. A liberação acontece justamente em 13 de setembro de 1661.
Saúde.
O mês de Setembro está movimentado para o mercado de cachaças. Esta semana acontecem 2 eventos significativos e atraentes tanto para o consumidor, como para comerciantes e produtores.
O primeiro evento acontece em São Paulo, no Mercado Municipal e começa hoje – dia 6 – e vai até o dia 11. É a ExpoCachaça Dose Dupla. A feira acontece no Espaço de Evento do Mercadão e terá cerca de 40 expositores. Além da exposição, teremos palestras e jantares temáticos preparados por vários chefs de cozinha, com destaque para Adriano Santos, do Senac-MG; Alex Caputo, chef do Mercadão, e o Rodrigo Oliveira, chef e dono do Restaurante e Cachaçaria Mocotó, sendo que todos os cardápios com receitas que têm como ingrediente a cachaça.
Para aproveitar o feriado no meio de semana é uma ótima pedida Estarei lá!
Informações:
Local: Mercado Municipal Paulistano, Rua da Cantareira 306, Centro, tel. 3313-3365
Entrada franca.
Programação
Feira – 6 a 11 de Setembro, das 11 às 18 horas – Entrada Franca
Jantares interativos – dias 6, 7, 8 e 9, das 18h às 21h, exclusivos para convidados
Palestras – dias 6 e 7, das 14h às 17h, e dias 8 e 9, das 13h às 17h
As palestras, gratuitas e abertas a todos os interessados, mediante inscrição no local, acontecerão no Auditório do Mercado Gourmet.
A programação de palestras está disponível em: www.expocachacadosedupla.com.br
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Outro evento acontecendo à partir de amanhã – dia 7 – até o dia 11, é o IV Encontro de Produtores de Cachaça de Quissamã – RJ, que acontece na cidade homônima – Quissamã, na região Norte do estado do Rio de Janeiro. O evento é organizado pela Prefeitura e é uma ótima oportunidade para se conhecer as cachaças produzidas na região.
A programação reúne curso de gestão e seminário de produção, além do I Concurso Regional de Cachaça, além de almoços com receitas a base de cachaça, apresentações de Jongo de Machadinha, tour pelos alambiques, degustação e venda de produtos e derivados da cana.
Maiores informações estão disponíveis com o Departamento de Turismo de Quissamã através do telefone (22) 2768-9300, ramal 9315 ou no site: www.quissama.rj.gov.br
Na edição de setembro da revista VIP, saiu o mais recente ranking das cachaças. Desta vez o alvo da triagem foram as cachaças brancas e, mais uma vez, fui um dos responsáveis pela árdua tarefa de degustar todas as amostras e dar o meu parecer, que, em conjunto com a opinião dos demais degustadores, especialistas e apreciadores da bebida branca, possibilitou a montagem de uma lista pequena do que o mais brasileiro dos destilados tem de melhor.
A degustação aconteceu no Engenho Mocotó, espaço montado pelo Rodrigo Oliveira, anexo ao restaurante Mocotó, perfeito para estas e muitas outras ocasiões que requerem uma boa estrutura e uma acolhida impecável e gentil.
A degustação foi feita “às cegas”, ou seja, não sabíamos qual era a cachaça que estávamos provando. Somente no final é que fomos apresentados às marcas que foram degustadas. Isso, além de muito divertido – a todo momento tentávamos adivinhar qual era a cachaça da vez – evita que os degustadores sejam influenciados pelas marcas e rótulos.
Segue o ranking final (clique AQUI para ver a matéria na íntegra):
1º lugar: Serra das Almas Prata – Rio das Contas/BA
2º lugar: João Mendes Prata – Perdões/MG
3º lugar: Mato Dentro Prata – São Luis do Paraitinga/SP, e
Fulô Jequitibá – Nova Friburgo/RJ
4º lugar: Armazém Vieira Tradicional – Florianópolis/SC
5º lugar: Serra Limpa Prata – Duas Estradas/PB
6º lugar: Leblon – Patos de Minas/MG
7º lugar: Jacuba Prata – Coronel Xavier Chaves/MG
8º lugar: Mercedes Prata – Orizona/GO
9º lugar: Tabua Flor de Prata – Taiobeiras/MG
Postado por Mauricio Maia às 15:00. Arquivado em: Beber, Cachaça, Degustações, Gastronomia, Ler
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Neste final de semana acontece a edição 2011 do Paladar Cozinha do Brasil, evento promovido pelo jornal O Estado de São Paulo que já é um dos mais importantes eventos da gastronomia no Brasil.
Este ano vou palestrar duas vezes. Serão duas degustações. Uma no sábado, 30/07 às 19h30, intitulada “Cachaças Fora do Eixo”, onde vamos degustar cachaças produzidas fora do eixo mais tradicional dos estados de SP/MG/RJ, com exemplares do Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A segunda degustação acontece no domingo, 31/07 às 16h30. Esta, realizada juntamente com o sommelier Manuel Beato – que prepara um livro sobre cachaças, mas isso já é outra história – será uma harmonização de cachaças e queijos. Onde vamos provar 5 tipos de cachaças e 5 tipos de queijos, para avaliarmos qual a melhor combinação.
Os eventos acontecem de 29 a 31 de Julho no Gran Hyatt São Paulo Hotel - Av. das Nações Unidas, 13301 - São Paulo / SP.
Modéstia à parte, simplesmente imperdível!
Clique abaixo e veja a programação completa.

Já está nas bancas a edição de Julho da Playboy com o Ranking 2011 das Cachaças. Apesar de termos 9 cachaças novas no ranking, ele apresentou poucas novidades, com uma ou duas cachaças que surpreenderam, com destaque para a Serra Limpa, única representante do Nordeste e única cachaça do ranking a ser envelhecida em Freijó, ou melhor, tirando as brancas e a Armazém Vieira (ariribá e grápia), a única que não é envelhecida em carvalho, bálsamo ou amburana (ou umburana).
As quatro primeiras são as mesmas de 2009: Germana – 4ª, Claudionor -3ª, Vale Verde – 2ª e Anísio Santiago – 1ª.
Uma curiosidade da matéria: no box onde o autor fala sobre os efeitos das madeiras, quando menciona a Amburana (umburana para alguns), ele diz: “…há quem diga que é gosto de lustra-móveis”. Essa afirmação tem explicação, pois essa madeira - Amburana cearensis – nada mais é que a popular Cerejeira, muito utilizada na produção de móveis.
Corra até a banca mais próxima e pegue a sua! Saúde!
Postado por Mauricio Maia às 18:09. Arquivado em: Beber, Cachaça, Degustações, Ler, Mercado
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Recebi há pouco um email do Roberto Santiago, neto do lendário Anísio Santiago que dá nome à famosa cachaça, com a notícia que a Justiça Federal concedeu em definitivo o direito de utilização da marca Havana para a família Santiago. Pude também ler a matéria que saiu hoje no jornal O Estado de Minas sobre o processo.
Essa sentença coloca um ponto final em uma batalha que já durava mais de 10 anos e restitui à familia Santiago o direito de utilização da marca para sua cachaça, que era comercializada sob a marca Anísio Santiago desde 2001. Em 2005 a família obteve uma liminar na Justiça Estadual, que os autorizava a utilizar a marca, porém somente agora veio a sentença da Justiça Federal, em caráter definitivo.
Abaixo a reprodução do site do Roberto Santiago com mais detalhes sobre o episódio. Recomendo a leitura. Saúde!
Justiça devolve marca Havana para família de Anísio Santiago
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Cachaça Havana e Anísio Santiago. Sinônimos de qualidade da legítima bebida brasileira: a cachaça. |
Por Roberto Carlos Morais Santiago
A justiça foi feita! O juiz da 8ª. Vara Federal em Belo Horizonte, Dr. Renato Martins Prates, proferiu sentença favorável restabelecendo direito de uso da marca Havana ao produtor de cachaça Indústria e Comércio de Aguardente Menago Ltda. que pertence a família de Anísio Santiago (1912-2002). Trata-se de uma decisão histórica uma vez que a disputa judicial pela marca Havana tinha como oponente a empresa multinacional Havana Club Holding, produtor do rum Havana Club, que pertence ao grupo francês Pernot Ricad, um dos maiores produtores de bebidas do mundo. A família de Anísio Santiago já vinha comercializando a cachaça como o nome Havana desde 2005, por meio de liminar concedida pela justiça estadual expedida pelo juiz da Comarca de Salinas. Desde então a disputa pela marca Havana foi parar na justiça federal.
A cachaça Havana é pioneira em Salinas. Surgiu em 1946 com o produtor Anísio Santiago, primeiro produtor de cachaça de Salinas a formalizar a produção de cachaça com a marca Havana, constituindo-se, desde então, na mais famosa marca de cachaça artesanal brasileira em face de sua qualidade e notoriedade. Tornou-se produto lendário no mercado de bebidas no Brasil.
Osvaldo Santiago exalta eufórico a conquista do direito de reaver a marca Havana em caráter definitivo. O sucessor de Anísio Santiago diz que “A marca Havana é um patrimônio econômico e cultural da família que luta para manter a tradição do patriarca Anísio Santiago. Temos um pacto de família em manter inalterado o processo de produção e comercialização da cachaça produzida na fazenda Havana que vem desde a época do meu pai.”
Em face do imblóglio da marca Havana, desde 2001 a marca Havana também é comercializada sob a marca Anísio Santiago. Agora, a família de Anísio Santiago possui duas marcas dignas representantes da mais genuína bebida basileira: a cachaça.
O jornal Estado de Minas de hoje traz reportagem do jornalista Luiz Ribeiro contando a saga da família de Anísio Santiago para reaver a marca Havana em definitivo. Vale conferir.
Postado por Mauricio Maia às 16:45. Arquivado em: Beber, Blogs, Cachaça, Ler, Mercado, Midia
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Caros amigos,
fico muito feliz em compartilhar com vocês o aniversário de 5 anos deste blog. Exatamente no dia 27 de maio de 2006 eu fazia meu primeiro post sobre cachaças. E foi sobre caipirinhas!
Apesar de fazer palestras, degustações e harmonizações de cachaças desde 2004, foi há cinco anos que passei a compartilhar isso com vocês através destas páginas, e foi através delas que pude conhecer pessoas e produtos surpreendentes. Sou muito grato por tudo isso.
Foi este blog também que acabou me levando para dentro da cozinha e ao maravilhoso mundo da gastronomia, lugar de onde não tenho mais vontade de sair.
Obrigado a todos vocês pelas visitas e cometários.
Saúde!
Um grande abraço,
Mauricio Maia (Mura).
Postado por Mauricio Maia às 15:33. Arquivado em: Blogs
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Acontece hoje, em comemoração do início do Prêmio Fulô Eu Amo Caipirinha, um evento “prá lá de especial”. Trata-se de uma degustação harmonizada das cachaças Fulô.
O “X” da questão é: a degustação será comandada pelo Vicente Bastos Ribeiro, mestre cachaceiro da Fulô e a harmonização será feita com pratos criados especialmente para a ocasião pelo Rodrigo Oliveira, chef do restaurante Mocotó.
Simplesmente imperdível! E aberto ao público!
O Cardápio:
Pra receber o pessoal (entre 20h e 20h20): Castanhas de caju picantes, caldinho de feijão-de-corda e torresminhos.
Para a Nega Fulô: Dadinhos de Tapioca e queijo-de-coalho
Para a Fulô Jequitibá: Escondidinho de Carne-seca
Para a Fulô Ipê: Linguiça de pernil artesanal com Farofinha de Milho
Para encerrar: Cabrito com arroz vermelho e Jerimum e Castanhas torradas
Docinhos: Seleção de docinhos artesanais pra adoçar a boca.
Água
Detalhe importante: Voucher de táxi no valor de R$ 20 para cada participante
Mocotó – Restaurante e Cachaçaria
Fone: (0xx11) 2951-3056
Av Nossa Senhora do Loreto, 1100 – Vila Medeiros –
São Paulo – SP
Quarta-feira, 25/5 à partir das 20 horas.